Como os espelhos falsos funcionam


Em uma sala bem iluminada, um suspeito é interrogado. Na sala adjacente, policiais observam os procedimentos e se enchem de café sem ser vistos. Um espelho falso está entre eles. Todo mundo já viu essa cena em filmes e séries policiais. Mas como é possível que um pedaço de vidro reflita a luz de um lado enquanto parece transparente do outro?


Comecemos pelo funcionamento dos espelhos tradicionais. Eles são criados por meio de um processo chamado prateação, em que um revestimento de um material refletivo (como prata, estanho ou níquel) é aplicado na parte de trás de um painel de vidro. Para prevenir a oxidação, uma camada de cobre também é adicionada. E, por fim, uma camada de tinta, que serve para proteger o revestimento refletivo e também para assegurar que toda a luz seja refletida na direção da pessoa em frente ao espelho. Ou seja, é impossível ver através de um espelho comum.

O "truque" do espelho falso (também chamado de espelho de duas faces) está no processo de fabricação e na iluminação. Para fazer esses espelhos, depois de todos o processo acima descrito, uma fina camada de metal, geralmente alumínio, é aplicada à parte da frente do painel de vidro. A camada é tão fina que apenas metade da luz que chega é refletida, e o resto atravessa. Mas para que dê tudo certo na prática, um lado deve estar altamente iluminado e o outro escuro. Assim, na sala em que o vidro parece um espelho, haverá luz demais para ser refletida pela sua superfície. E na outra, haverá pouca luz para atravessar o vidro. Mantendo o exemplo policial, a quantidade excessiva de luz vinda do lado do suposto criminoso é o que permite que os policiais o observem como se olhassem por uma janela. Enquanto isso, o suspeito enxerga seu reflexo. Caso a iluminação seja nivelada entre as duas salas, seja aumentando a de uma ou diminuindo a da outra, o efeito se perde. Todas as pessoas poderão ver umas às outras.

Existem outras funções para esse tipo de espelho além de salas de interrogação, como teleprompters, pesquisas científicas e de marketing, câmeras de segurança, e criação de efeitos especiais.

Fonte: Mental Floss

As estruturas impossíveis de Escher no mundo real



Você deve estar familiarizado com as obras do artista holandês M. C. Escher, como as que ilustram este post. Em suas pinturas, ele criava construções impossíveis, preenchimento regular do plano, explorações do infinito e metamorfoses. Mas elas sempre foram representações bidimensionais, afinal, no tridimensional mundo real, jamais poderiam existir. Ou poderiam? Gershon Elber, um professor de ciência da computação do Instituto de Tecnologia de Israel, manipulou algumas ilusões de ótica de Escher para que pudessem ser produzidas por uma impressora 3D.
Para tornar os os objetos físicos possíveis, Elber, é claro, teve que usar alguns truques. Assim como as criações parecem plausíveis em 2D, elas podem replicar a ilusão em 3D se vistas por determinado ângulo. As peças foram manipuladas no computador com esse fim e então impressas. No ângulo certo, vê-se a imagem como concebida por Escher, mas, com uma pequena rotação do objeto, as distorções aparecem.
Veja mais no site Escher Made Real.

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